Tradições de Natal

O Tronco de Natal

Hoje o tronco é, em alguns países, simbolizado por um bolo. Outrora era um enorme tronco de árvore, que arde na lareira ou no largo da aldeia. O tronco devia ser de madeira bem rija, para arder durante muito tempo. Antes de ser levado para casa, o tronco é decorado com folhas e fitas. Depois de colocado na lareira e benzido pelo chefe de família, com azeite ou aguardente, o fogo era ateado pelo mais velho e pelo mais novo da família.

A Tradição do Presépio

Durante a quadra do Natal, em todas as igrejas e na maioria das casa onde se festeja o Natal, é armado um presépio. Este costume muito antigo terá tido origem em S. Francisco de Assis.
Conta a lenda que, numa noite de Natal, em Grecchio, aldeia próxima de Assis, em Itália, o santo organizou, com a participação de pessoas e animais da terra, uma representação cujo tema era o nascimento de Jesus. Um bebé, que fazia o papel de Menino Jesus, estava deitado numa manjedoura cheia de palha, ladeado por um burro e por uma vaca. Todos os habitantes da aldeia empunhavam archotes e grandes velas, iluminando a a noite. Este costume foi retomado por outros religiosos e acabou por se espalhar por todas as igrejas. A pouco e pouco as pessoas foram sendo substituídas por figuras de cera ou de barro.

As verduras de Natal

Durante o Natal todas as famílias enfeitam as casas para lhes dar um ar de festa: o verde e o vermelho são as cores tradicionais do Natal.
O hábito de enfeitar as casas com verduras é muito antigo. Mesmo antes de se festejar o Natal, em Dezembro as casas eram enfeitadas para se comemorar o fim das noites mais longas do ano.. O azevinho, coms os picos, representa a coroa de espinhos de Jesus Cristo e as bolas vermelhas são os pingos de sangue; o visgo atrai a boa sorte, o alecrim a amizade e a hera a afeição.

A origem do Pinheiro

As primeiras descrições da árvore típica do Natal surgem na Alsácia, em França. Já nesse tempo se erguia um pinheiro no principal largo da cidade.
Ao longo da noite os espectáculos iam-se sucedendo em frente das igrejas: as pessoas dançavam à volta da árvore do paraíso, um pinheiro com muitas maçãs penduradas.

O Pai Natal

O Pai Natal não conhece fronteiras. Tem origem em São Nicolau. Sob influência dos americanos o personagem foi-se modificando e acabou por tomar a aparência de um homenzinho rechonchudo, vestido de vermelho, com longas barbas brancas, que voava pelos ares, conduzindo um trenó puxado por renas. Foi assi que nasceu o Pai Natal.

A Consoada

A consoada, ou ceia de Natal, é uma refeição que se come por volta da meia-noite. Consoante as tradições, pode-se comer antes ou depois da Missa do Galo.

__ Ceia de Natal portuguesa: bacalhau cozido com batatas e couves, podendo também incluir peru ou outras carnes assadas. Á sobremesa, rabanadas, filhós, coscorões e bolo-rei.

__Ceia de Natal espanhola: sopa de amêndoas, dourada no forno e turrão de Alicante

__Ceia de Natal em França: inclui ostras, salmão, foie grãs, enchidos, peru recheado e bolos.__ Ceia de Natal inglesa: presunto assado, peru recheado com couves de Bruxelas ou ervilhas, batatas assadas, Christmas pudding e tarte de frutos secos.

__Ceia de Natal alemã: salada de arenques, ganso grelhado com couve vermelha e verde, maçãs e ameixas. Os doces: bolos de especiairias, de mel e brioches.

__ Ceia de Natal italiana: enguias, peru com castanhas e bolos (panettone ou zelten)

__Ceia de Natal sueca: arenques de escabeche, almôndegas, presunto assado com couve, arroz cozido e bolinhos de especiarias

__Ceia de Natal húngara: sopa de peixe, filetes de peixe com batatas fritas e uma torta chamada beigli

__Ceia de Natal americana: milho verde, peru recheado, tarte de abóbora acompanhada com gelado de baunilha.
Turmas de 6º A e D na disciplina de Língua Portuguesa

ALUNOS DO 9º ANO DE TEATRO FORAM ASSISTIR AO ESPECTÁCULO DE MARIONETAS “ MISÉRIA”.



“… Maravilhoso foi ouvi-lo… Mas ainda mais maravilhoso e brilhante foi vê-lo actuar no teatro de marionetas à noite, no Sá de Miranda.(…) Bem, não há palavras mesmo para explicar o tão lindo que foi, eu por momentos fiquei “colada” à história que fiquei mesmo sem reacção. No final, nem sabia que fazer, mas aplaudi, aplaudi muito…” (Maria João, 9ºD).
A disciplina de Teatro e nomeadamente ao nível do 9º ano de escolaridade, pretende e sempre que possível, possibilitar aos alunos, apreciações de formas performativas diversas, para que possam desenvolver análises e juízos críticos dessas produções artísticas.
Contando com a colaboração da Câmara Municipal de Caminha, que cedeu o seu autocarro, foi possível levar no dia 21 de Novembro, pelas 21.00 horas, 29 alunos e duas Encarregadas de Educação, a ver a peça de Teatro de Marionetas “Miséria”, pelo Teatro de Marionetas do Porto e mais concretamente o actor João Paulo Seara Cardoso, no Teatro Sá de Miranda. Este evento estava inserido no Festival “Festafife”, e por isso, antes de entrar na sala, todos puderam assistir a um espectáculo de animação de rua, com um actor brasileiro, que dançava maravilhosamente com a sua “boneca”.
O espectáculo “Miséria” é baseado num conto popular. Um pobre ferreiro engana a Morte e é assim condenado à eternidade. “Falou então a Morte do alto da nogueira e fez com o velhinho um contrato: poupar-lhe a vida enquanto o mundo fosse mundo. O velhinho consentiu e a Morte desceu. Por isso, enquanto o mundo for mundo a Miséria existirá sobre a Terra”.
“Depois daquele doce de espectáculo de final de semana ainda tivemos o direito de subir ao palco. Que emoção estar ali diante aquele edifício. Todos os truques dos bastidores, as pequenas peças e marionetas do “Miséria”, ali debaixo dos meus olhos. Apetecia tocar e brincar com eles, eu própria recriar a história! Deveria ser uma sensação fantástica. Mais, a Gisela sugeriu irmos aos camarins. Assim fomos aborrecer mais uma vez o João Paulo… “Somos fãs”! Ele gostou de nos ver, acho que ficou surpreendido por nos despertar assim o gosto pelas suas marionetas facilmente.” (Marta Silveira, 9ºD).
Não existem palavras, para descrever esta “aventura”. Só quem presenciou o brilho nos olhos dos alunos, pelas diversas vivências que tiveram durante este dia, pode entender a importância deste tipo de iniciativas.

JOÃO PAULO SEARA CARDOSO ESTEVE NA ESCOLA EB 2, 3/S DE CAMINHA

“Para uma formação e aprendizagem diversificada, o professor da disciplina teve a amabilidade e o bom-senso de convidar João Paulo Seara Cardoso a visitar a nossa escola. Como poucas outras, beneficiamos de fantásticas instalações para palestras e apresentações, no auditório da jovem biblioteca. (…) É necessário compreender a carreira do convidado e quais as suas dimensões, para conciliar uma boa palestra e uma boa plateia de espectadores” (Marta Silveira, 9ºD).
Inserido no projecto pedagógico “À Conversa com…” da disciplina de Teatro e aproveitando a vinda do Teatro de Marionetas do Porto a Viana do Castelo, foi possível convidar João Paulo Seara Cardoso, para conversar com os alunos do 9º ano de Teatro e com mais três turmas do 8º ano. Assim, no dia 21 de Novembro, e durante hora e meia, perante uma plateia de 96 alunos, foi possível ouvir alguém que “afirma que a marioneta é um duplo do homem, é uma obra de arte, uma escultura.”
Muitas páginas seriam precisas para falar deste artista, “ (…) Porque para além do Teatro, da escrita e de muitas outras áreas, este homem dos sete ofícios dedicou-se com afinco às marionetas, talvez por ser a área que mais o seduziu, ou então que mais lhe dava prazer.” (Marta Silveira, 9ºD), “(…) Ele esclareceu-nos muitas dúvidas que assolavam o nosso pensamento, como o interesse pelas marionetas, as peças realizadas, as séries televisivas em que participou, as tarefas realizadas pelos bonecreiros… “ (Maria Manuel, 9ºD)
“ Quem me dera ter lido “Dá-me um tesouro” (livro escrito pelo João Cardoso) antes de fazer a biografia deste homem. É tão sensível a sua escrita, mas tão rico, completo e adulta que me enterneceu. Quem me dera ter adormecido a ouvir na voz de João Paulo estas histórias quando era criança. Têm uma magia, uma cumplicidade com o leitor cativante. Não conhecia a sua obra literária e descobri mais uma das grandes facetas deste homem. Compreendi melhor o seu percurso de vida depois de ler as suas informações no final do livro, e afirmo, também gostaria de ter sido uma aprendiza de bonecreiro. E preciso ter uma sensibilidade imensamente criativa para fazer o que ele fez…” (Marta Silveira 9ºD)
Com a colaboração da Livraria Bertrand de Viana do Castelo, colocaram-se alguns livros do escritor à venda, resultando numa animação acrescida a esta iniciativa, até porque todos os que adquiriram livros aproveitaram a presença do autor para autografar os mesmos.
Neste “À Conversa com…” esteve também presente o Sr. Vereador do Pelouro da Educação da Câmara Municipal de Caminha.
Falar de João Paulo Seara Cardoso é falar do melhor actor no campo do teatro de formas animadas deste País. O seu trabalho é enorme, contando com um sem número de experiências que vão desde a escrita, à televisão, ao ensino, à direcção de uma companhia de teatro de marionetas e muitas outras áreas.

ALUNOS FORAM AO TEATRO

A Educação Artística é uma componente curricular de todos os níveis e ciclos de ensino. O Teatro, enquanto disciplina artística, procura abordar a criatividade, mas também criar públicos, atentos e críticos. É importante que os alunos entendam que não existe Teatro sem o público, sendo importante que esse público tenha “arte” na observação do que vê e que entre no jogo do actor.
Possibilitar aos alunos o direito de conhecer várias manifestações culturais e artísticas é proporcionar um crescimento pedagógico e intelectual e um factor integrador de diferentes saberes.
A disciplina de Teatro, dentro do seu projecto “Vamos ao Teatro…”, possibilitou a ida das turmas “C” e “D” do 7º ano e 9º “A” e “D” e mais os alunos, Ana Lúcia (9ºB) e Carlos Araújo (7ºB) de Currículo Especifico Individual, assistir à peça “A Anja Azul” pelo Centro Dramático de Viana. Repartidos por três dias (12, 17 e 19 de Novembro, de acordo com a disponibilidade do autocarro da Câmara Municipal de Caminha), 88 alunos e 5 professores puderam assistir a um trabalho, com uma componente visual forte, em que os cenários e o desenho de luz se “casavam” harmoniosamente e onde “o maravilhoso e o fantástico contado às crianças a partir de um céu de praia e de um homem que era conhecido pelo fazedor de lágrimas (…)”
“…Fiquei surpreendida quando entrei na tribuna, maravilhada. (…) Quando a Anja falou pela primeira vez entonteceu-me, era fantástica aquela dicção e intensidade da fala… (Marta Silveira, 9ºD); “Quando comecei a ver, parecia-me uma história com um fim brilhante, tendo tudo se baseado no lado mais luminosos da vida: o sonho. Existiram momentos de serenidade e beleza. Apreciei e reflecti sobre algumas cenas representadas…” (Maria João, 9ºD). “Uma peça encantadora para adultos e crianças, médicos e varredores, pobres e senhores, simplesmente fascinantes.” (Madalena Almeida, 9ºA).
Em duas ocasiões, os alunos ouviram a encenadora Elisabete Pinto explicar como construiu o trabalho. Para além deste aspecto, os alunos puderam realizar uma visita técnica ao palco, sub-palco e bastidores, contanto com a colaboração do Director Técnico, Rui Gonçalves (que também desenhou a luz da Anja Azul), que desde a primeira hora se disponibilizou para realizar conversas com os alunos e explicar como funciona o edifício. “(…) Subir ao palco foi muito bom, parecíamos actores e parecia que estávamos a pisar outro chão.” (Jeremy Curto, 7ºD); “(…) Eu nunca tinha estado em cima de um palco e isso foi muito interessante.” (Catarina Branco, 7ºD); “Subimos ao palco e podemos observar as pernas a subir, a teia lá em cima e também ver o cenário por detrás e como estava organizado” (António Mendonça, 7ºC).
São opiniões como estas que servem para justificar tais propostas e perceber o quanto é importante para a Escola desenvolver estratégias culturais e artísticas.
O nosso agradecimento ao Vereador do Pelouro da Educação da Câmara Municipal de Caminha, pela cedência do transporte.
Prof. Fernando Borlido

Problema do Mês - Dezembro




Exposição de Presépios


Irá decorrer, de 9 de Dezembro de 2008 a 4 de Janeiro de 2009, no Museu Municipal de Caminha uma exposição de Presépios. Esta actividade encontra-se inserida no Plano Anual de Actividades do Agrupamento de Escolas Coura e Minho. Conta com a participação de todas as Escolas e Jardins-de-infância do referido Agrupamento e algumas Instituições de Solidariedade Social do Concelho de Caminha. Esta exposição tem como finalidade dar a conhecer uma sã convivência e uma frutuosa interacção de todos os membros da comunidade educativa do Agrupamento de Escolas Coura e Minho assim como da comunidade envolvente.
A organização está a cargo do grupo de Educação Moral e Religiosa Católica da Escola EB 2,3/S de Caminha.
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