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O Carlos Visitou a Escola




O primeiro dia de aulas do 2.º período, dia 3 de janeiro, foi marcado pela visita do Carlos. Este aluno que frequentou este Agrupamento desde o 3.º ano, apenas mudou de escola no final da sua escolaridade obrigatória (9.º ano). No entanto, continua a pedir para voltar à “minha escola”, como ele gosta de referir.

Entrou alegremente na EB2,3/S de Caminha procurando e cumprimentando todos os amigos: alunos, pessoal não docente e professores.

Trazia consigo o seu computador e fez questão de mostrar as fotos das férias passadas em Andorra (sua terra natal) e Barcelona.

Obrigado Carlos, pela tua visita! Como sabes, esta escola continua aberta para ti.

Atividades da Vida Diária

Nas aulas de Atividades da Vida Diária (AVD) os nossos pequenos artistas Ana Rita e Leonel, com a ajuda das professoras Ângela Pereira e Cristina Viana confecionaram bijutaria (colares, pulseiras e brincos). No passado dia 4 de maio realizaram uma venda na escola cujo lucro reverterá para a compra materiais para estas mesmas aulas. 

Foi um belo momento de interação com a comunidade escolar!




Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência foi comemorado, no Agrupamento de Escolas Coura e Minho, a 3 de Dezembro de 2010, com a actividade intitulada “Viver a Diferença”, promovida pelo Núcleo de Educação Especial em articulação com docentes de diferentes áreas.


O objectivo subjacente a esta actividade foi o de sensibilizar cada um de nós a aprender a “Viver a Diferença” com responsabilidade e respeito, aceitando-nos como pessoas de características únicas que coexistem, partilham e vivem num mundo cada vez mais globalizante, sabendo que a nossa responsabilidade na aceitação da pessoa diferente não pode ficar adormecida, mas sim emergir em cada dia.

Deste modo, foi possível, sobretudo através da presença de todas as crianças e jovens, desde o 1º ciclo do Ensino Básico ao Secundário, docentes e não docentes envolvidos e participantes, a reflexão sobre como será ser-se “diferente”, sobre os direitos humanos, e sobre a nossa responsabilidade em contribuir para um melhor acolhimento da pessoa portadora de deficiência no seu dia-a-dia.

Num tempo em que tanto se fala de Inclusão, urge dizer que a inclusão é um direito de qualquer criança ou pessoa portadora de deficiência e a comunicação é um dos meios de a instituir. A aceitação da “diferença” é por isso determinante, para que a intervenção da Sociedade em geral e da Escola em particular seja adequada, atempada e possível. Só assim, o nosso contributo individual possibilitará um melhor e efectivo desenvolvimento biopsicossocial da pessoa portadora de deficiência. Acreditamos que com maior informação e sensibilização, poder-se-ão dissolver preconceitos e ter uma atitude de verdadeira inclusão. Sabemos que não é fácil, no entanto, são absolutamente necessárias acções de humanização que alertem para este facto incontornável do mundo em que todos vivemos.

Encontro Temático



No passado dia 27 de Abril, das 16:00 às 19.00 horas, decorreu no auditório da EB 2,3/S de Caminha (sede do Agrupamento de Escolas Coura e Minho) o II Encontro Temático, desta vez sobre a problemática do Autismo, com o tema “Do Diagnóstico à Intervenção”, contando com a colaboração da AMA – Associação de Amigos do Autismo (http://www.ama-autismo.pt/), com sede em Viana do Castelo.

As formadoras - Dra. Gisela Brás e Dra. Judite Ferreira – apresentaram de forma clara, prática e brilhante que o autismo é uma das mais graves perturbações de desenvolvimento da criança, que resulta numa incapacidade que se prolonga durante toda a vida. Manifesta-se através de dificuldades muito específicas ao nível da interacção social, da aquisição e uso convencional da comunicação e da linguagem, pela restrita variedade de interesses e alterações do comportamento. Estas perturbações, que estão geralmente associadas a dificuldades em utilizar a imaginação, em aceitar alterações de rotinas, a um défice de atenção e de concentração, à falta de motivação e à exibição de comportamentos estereotipados, implicam também um défice na flexibilidade de pensamento e um modo de aprender peculiar. Desta forma, as perturbações do espectro do autismo caracterizam-se por dificuldades em compreender e responder de forma adequada às diferentes situações do meio ambiente, seleccionar e processar informação pertinente, bem como, responder a estímulos sensoriais. Verifica-se que, embora o autismo resulte de uma disfunção no desenvolvimento do sistema nervoso central e a investigação indique que os factores hereditários e genéticos tenham um peso importante, também a forma como o meio ambiente aceita e lida com estas crianças e jovens são determinantes no seu desenvolvimento e na sua inclusão social.

Este encontro, no qual participaram 67 pessoas de toda a comunidade educativa, das quais se destacam, docentes, assistentes operacionais e encarregados de educação esclareceu muitas dúvidas e abriu perspectivas novas acerca de uma problemática que necessita de um estilo de ensino muito estruturado.

As fotos do Encontro podem ser visualizadas no Álbum:

http://picasaweb.google.com.br/aecm.cdtt/IIEncontroTematicoAutismoDoDiagnosticoAIntervencao#

UMA VIDA DIFERENTE




Cristina Viana, educadora de infância já formada opta por tirar uma especialização em educação especial, devido ao facto de ser uma eterna apaixonada por essa mesma área.
Professora Cristina fala-nos assim do seu trabalho com os meninos que frequentam a escola E B 2, 3/S de Caminha e que de certa forma precisam de um apoio especial. Meninos esses que tivemos o prazer de acompanhar num dos seus cursos realizados através de protocolos entre a escola e empresas.

Boa tarde professora Cristina Viana, neste momento está a trabalhar com um grupo de quantos alunos?
Bem, neste momento existem quatro casos de meninos que frequentam a educação especial na nossa escola, 3 meninas no 9º ano, a Sara e a Lúcia Rosalina de 19 anos e a Ana Lúcia de 15 anos e depois temos também o Carlos com 15 anos, o Carlos anda ainda no 7º ano pois veio de outro pais e daí ter perdido alguns anos.

E o curso deles é diferente, até que idade frequentam a escola? E qual o futuro deles?
Eles frequentam a escola até ao 9ºano onde tem um Currículo Específico individual que procura de certo modo uma saída profissional de acordo com as suas capacidades

Eles estam inseridos numa turma, tem aulas conjuntas com os outros elementos de turma?
Sim, eles tem algumas aulas conjuntas como é o caso de TIC, Formação cívica, área de projecto e no caso das raparigas educação tecnológica, todas as outras são a parte, no caso da matemática, equações não faria nenhum sentido para eles, assim têm também esse tipo de áreas adaptadas, tem linguagem e comunicação, matemática para a vida (identificar preços, medidas), actividades da vida diária (jardinagem, ir as compras, cozinhar) educação para a vida (educação sexual, alimentação equilibrada, ciência), TIC especifico, Educação física, Natação e Expressão Plástica.

De que forma os ajudam mais especificamente a encontrar as suas vocações.
A escola nesse ponto de vista tem nos ajudado, fez vários protocolos com varias empresas como é o caso da Helena Cabeleireiros, da costureira Rosa Romano, da Pastelaria Caminhense, do Canil / Gatil de Caminha e com a florista Magnólia, que têm sido espectaculares e nos têm ajudado ensinando-lhes várias coisas e deixando-os estagiar lá, encontrando desta forma a sua vocação.

E se não se conseguirem entregar num ambiente local, caso não se consigam entregar numa empresa?
Nesses casos, quando não temos uma total adaptação a vida de trabalhadores, faz-se um encaminhamento para a APPACDM (associação portuguesa de pais e amigos do cidadão deficiente mental). A mais perto daqui é em Areosa, neste momento o Carlos e Ana Lúcia, às quartas-feiras visitam-na em mais uma experiencia vocal as oficinas onde o Carlos está a experimentar a carpintaria/ construção civil enquanto que a Ana Lúcia se dedica as actividades de hotelaria.

Na sua opinião existe mais facilidade numa adaptação em meios rurais ou urbanos? Acha que eles se sentem felizes nesta escola?
Existe uma maior facilidade de adaptação em meios pequenos como Caminha, onde eles são bem acolhidos, e sim acho que são felizes na nossa escola, gostam muitos dos professores e apesar de ainda existirem colegas que fazem troça deles, eles tem muitos amigos, “Não é Carlos? Estes meninos são teus amigos? Gostas deles? Sim”

Sofia Maia e Tiago Silva
28 de Abril de 2009