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“Gira Pró Inferno”

No passado dia 13 de Janeiro, setenta e cinco alunos da Escola EB 2,3/S de Caminha, acompanhados pelos professores Maria Helena Brás, Luciana Ribeiro, Cristina Viana e Fernando Borlido, dirigiram-se ao Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo.  O objetivo desta saída foi assistir à representação “Gira Pró Inferno”, uma adaptação de Castro Guedes da obra de Gil Vicente “Auto da Barca do Inferno”, resultando daí uma divertida peça que nos mostra a actualidade da crítica vicentina.

Os atores deram vida não só às personagens de Gil Vicente, como também a figuras contemporâneas. E, à semelhança do público quinhentista, estes alunos assistiram à eterna luta entre o Bem e o Mal, tendo ficado uma mensagem de esperança nos valores, nas mentalidades e nas atitudes, que poderão tornar o mundo melhor.

“Esta visita foi muito importante, porque ver teatro é uma maneira diferente de aprender e aplicar os conhecimentos das aulas de Português e de Teatro. É transmitida uma mensagem, ao mesmo tempo que nos divertimos.” (Ariana Fernandes, 9ºC)

“Na minha opinião, a cena que mais contagiou o público foi a cena do Homem TV e a sua respetiva Assistente, talvez pelo modo de interacção com a plateia, o vestuário e a respectiva crítica dirigida.” (Ana Rita Pereira, 9ºD)

“Outra coisa de que gostei muito foi da forma como estavam representadas ambas as barcas: a do Diabo com rochas e pedras, que representavam a morte, e a do Anjo com peixes, como se de um aquário se tratasse, representando a vida.” (Clara Bento, 9ºD)

“Sem dúvida uma excelente adaptação que até permite transposições de comparação para os dias de hoje, porque é de sempre, de todos os tempos e, ao mesmo tempo bem português e bem atual” (Joana Alves, 9ºD)

“Continuam a existir muitos problemas no homem, como a falta de princípios. Conclui-se, então, que a sociedade, depois de quatrocentos anos, não evoluiu assim tanto…” (Ariana Fernandes, 9ºC)

"Salta para o saco” - alunos do 2º ciclo vão ao teatro

No dia 19 de janeiro, os alunos do 2º Ciclo da EB2,3/S de Caminha realizaram uma visita ao teatro Sá de Miranda (Centro Dramático de Viana do Castelo) para assistirem à peça “Salta para o saco”, numa encenação de Elisabete Pinto do texto de António Torrado, interpretada por Ana Perfeito, Ricardo Simões e Tiago Fernandes.

Esta iniciativa, organizada pelas docentes de português dos 5º e 6º anos de escolaridade, pretende não só promover o gosto pela leitura do texto dramático, mas também desenvolver a sensibilidade estética e artísticae proporcionar aos alunos vivências culturalmente significativas, pois o contacto com diversos géneros artísticos e a possibilidade de usufruir de momentos culturais contribuem fortemente para a formação pessoal e social dos nossos jovens.

        
Através de um espetáculo de forte componente visual e de um enredo divertido e cheio de humor, as personagens João e Ludovina (dois jovens apaixonados que partilham brincadeiras e sonhos da sua idade) convidam os espetadores a refletirem sobre as (des)venturas da vida e sobre valores como o amor, a lealdade, a generosidade… No final transparece uma lição de vida crucial, percebendo-se que o bem prevalece face ao mal e que a coragem ajuda a ultrapassar muitas adversidades.

Aqui ficam os comentários dos alunos do 6ºC
É importante que as crianças saiam da escola para apreciarem coisas novas, como foi este o caso, para se interessarem desde pequenas pelo teatro, porque não vai ser quando forem adultas que o vão fazer. Laís Brito
Espero voltar a repetir esta experiência porque, para além de ter aprendido muitas palavras novas, é sempre bom sair da escola e aliviar um pouco o nosso dia a dia. Adorei esta experiência! Inês Neiva
Depois de entramos na sala do teatro Sá de Miranda, sentámo-nos nos nossos lugares, as luzes apagaram-se, as cortinas abriram-se e apareceu S. Pedro no céu a falar com os anjinhos. Ana Loução
A peça é muito engraçada e entusiasmante e acho que toda a gente gostou, pois só se ouviam risos. (...) Sobre a peça não tenho palavras acho que poderia ganhar quatro Óscares. Lucas Oliveira
Uma das coisas que eu não achei tão bem feitas foi o título. Que só tem a ver com a parte final da peça. Tatiana Ribeiro
A peça é bastante elaborada e precisou de muito ensaio, pois é ao mesmo tempo divertida, assustadora e engraçada... Vítor Ferreira
A ida ao teatro foi deslumbrante. Catarina Gonçalves
Foi das melhores peças de teatro que já vi em toda a minha vida! Os figurinos eram muito engraçados tal como as personagens que os vestiam. Margarida Guerreiro
 Mal as cortinas se abriram, vi logo que a peça ia ser bastante gira, pois tinha um cenário estupendo. Maria Sousa
 Eu gostei bastante, pois além de estar bem elaborada, teve imensa piada e os atores representaram muito bem. Emanuelle Barcellos
Numa das cenas, João, uma das personagens principais, sentou-se na plateia connosco, mas mais ninguém reparou! Sofia Bento

Theatro Circo de Braga

No dia 25 de Novembro, os alunos do 9º ano deslocaram-se ao Theatro Circo de Braga para assistirem à encenação do Auto da Barca do Inferno pela Companhia de Teatro de Braga, sob a orientação de Rui Madeira cujas palavras sobre esta produção se registam:

Será que a maledicência, o orgulho, a usura, a concupiscência, a venalidade, a petulância, o fundamentalismo, a inveja, a mesquinhez, o falso moralismo cristão… têm entrada direta no Paraíso? Ou terão de passar pelo Purgatório? Ou vão diretamente ao Inferno? E a pé, de pulo ou voo? Aliás, onde fica e como designamos o Lugar onde estamos? E que paraíso buscamos? Uma revisão da CTB, em demanda da modernidade sobre o texto Vicentino e o prazer do jogo teatral. Um espetáculo sobre a nossa memória identitária.

Esta atividade permitiu incentivar o gosto pela leitura e estudo da obra vicentina "Auto da Barca do Inferno", consolidando ainda conteúdos já lecionados.

À saída do teatro e nos dias que se seguiram, constatou-se pelo entusiasmo dos discentes, posto nos seus comentários, que  não só a encenação da peça e o trabalho de atores mas também o próprio Theatro Circo de Braga os tinha deslumbrado.

Complementou-se, assim, de forma enriquecedora o estudo do texto dramático, contribuindo ainda para despertar nos nossos jovens a função estética e crítica da Arte  e cumprindo a Escola com a sua função de lugar privilegiado para a transmissão do Saber e da Cultura, como preconiza o seu Projeto Educativo.

À CONVERSA COM… GENTES DO MAR

PROJECTO TEATRAL “MAR ETERNO” – HOMENAGEM AOS PESCADORES

Se há momentos bonitos numa sala de aula em que os alunos revelam tanta admiração e respeito, um foi este - vivido no dia 11 de Fevereiro, pelas 10.30min, na EB2,3/S de Caminha com a turma 9ºD. Foi um desenrolar de memórias do nosso convidado… Mas vou deixar os alunos “falarem”.


“O professor Pedra veio acompanhar o senhor José Cunha, pescador, que nos contou um pouco da sua vida. O senhor José Cunha nasceu a 27 de Abril de 1936, é casado com a senhora Ana Rebaldim ou Ana da Quinta, como é mais conhecida no mercado de Caminha, onde trabalha com a sua filha, Mabília. Vive na rua que dá acesso à lota, em Vila Praia de Âncora. Confidenciou-nos que o mar está de alguma forma ligado à família. Filhos e netos seguem as pisadas do avô.” (Joana Alves)

“Eu nasci no mar e hei-de acabar no mar”, são palavras do pescador José Cunha”. (Rita Soares)

“Desde muito cedo começou a trabalhar no mar – 13 anos, foi muito bom aluno e tem a alcunha de «Velho Matemático». Até aos 17 anos, trabalhou sempre em pequenos barcos de pesca, passando depois a trabalhar na pesca do bacalhau.” (Clara Bento)


“Em 1954 foi para a pesca do bacalhau. Trabalhou treze anos em vários navios da pesca do bacalhau. A maior parte dos jovens da sua geração, vindos de todos os pontos do país, iam para a pesca do bacalhau para fugir à tropa e, posteriormente, à guerra do Ultramar. No seu caso, como era pescador, juntou as duas coisas e assim trazia dinheiro para a família.” (Joana Alves)

“Realizámos também algumas perguntas das quais obtivemos respostas bastante diferentes da actualidade, pois quando perguntámos como era a vida no navio, o Sr. José Cunha disse-nos que se houvesse escravatura era o nome indicado. Quando o «navio estava de capa», ou seja, havia mau tempo, aproveitavam para descansar, comer, jogar às cartas… mas quando o tempo permanecia estável trabalhavam até à exaustão, aproximadamente 48 horas. Afirmou que «os cozinheiros não faltavam com alimentação, mas muita era deitada fora por ser de má qualidade. Cozia-se pão, mas só se dava um pão por dia a cada pescador e, esse, já tinha três ou quatro dias».” (Ana Rita Pereira)


“Andava durante seis meses, mas chegou a estar num barco nove meses. Só se abasteciam uma vez, em S. Jones. As suas profissões nos navios foram as de empregado de convés, a de redeiro e posteriormente mestre-redeiro. O ordenado base no inicio foi de 600 escudos (três euros).” (Joana Alves)
“No decorrer da conversa surgiram alguns vocábulos desconhecidos, mas foram esclarecidos, como por exemplo o significado de …” «dóris» – pequeno barco, apenas para um pescador, onde apanhava o bacalhau e «amanhar» que significa arranjar o peixe. (…) Contou nos como eram as despedidas quando os barcos partiam, pois as mulheres soltavam lágrimas com medo de que os maridos não voltassem para casa.” (Rita Pereira)

“Já teve bastantes barcos, os quais tinham o nome de “Ana Maria”, “Stº António”, “Novo Dia”, “Vida Continua” e agora tem um chamado “O Caixa”, este com uma alcunha dele, do seu pai e da sua família.” (Susana Saldanha)

“José também nos disse várias frases relacionadas com a pesca e a religião (fé): «Vai na hora de Deus», quando se lança as redes e tira-se o boné; «Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo», no primeiro peixe na rede; «Salva-nos Deus» e «Venha com Deus», saudação de um barco a outro.” (Daniel Capitão)


“Os barcos pequenos só navegam até onde se vê terra, mas existia um ritual bastante interessante: a primeira vez que o barco passava por Santa Tecla, o mestre subia o monte e deixava a sua marca. As marcas passavam de geração em geração e identificavam o pescador ou a navegação. Muitas coisas ficaram por contar e por saber. No entanto, foi sem dúvida uma conversa riquíssima, tanto em termos de vocabulário novo, sobre as lides marítimas e tudo o que envolve a pesca e o mar, como a própria história do senhor José Cunha que nos dá uma grande lição de vida! Obrigada pelo seu testemunho e pela sua companhia.” (Joana Alves)

Estas conversas têm como finalidade construir um texto dramático, para o projecto “Mar Eterno – Homenagem aos Pescadores”, a apresentar no final do ano lectivo, em homenagem aos pescadores. Todos aprendemos quando conversamos com “gentes do mar”! Um obrigado muito especial ao professor José Avelino Pedra, que apresentou e acompanhou o nosso ilustre convidado.
O Professor de Expressão Dramática

PROJECTO TEATRAL “MAR ETERNO” – HOMENAGEM AOS PESCADORES

Comandante da Capitania do Porto de Caminha esteve na Escola EB 2,3/S de Caminha

A disciplina de Expressão Dramática iniciou a preparação da montagem do trabalho teatral – “MAR ETERNO”, a apresentar no final do presente ano lectivo, com os alunos das turmas do 9º ano. O tema a explorar é o “MAR”. Assim, durante os meses de Fevereiro e de Março, “Gentes do Mar” serão convidados para “conversarem” com estes alunos, com a finalidade de conhecerem a realidade das actividades que o Mar potencializa.

Neste sentido, o Comandante da Capitania do Porto de Caminha, Capitão-Tenente Mamede Alves, esteve a falar com os alunos das turmas B e C. A comunicação foi interessante e todos os alunos ficaram entusiasmados com toda a informação transmitida pelo visitante. Desde as experiências no alto-mar, passando pela actual responsabilidade de comando, muitas foram as imagens deixadas. Os alunos tiveram a oportunidade de fazer perguntas, reforçando assim a obtenção de conhecimentos, para posteriormente produzirem textos necessários à produção teatral.


“…contou-nos algumas das suas experiências no mar, como por exemplo, assistir a uma tempestade no mar, observar golfinhos e baleias e visitar novos países com tradições diferentes das nossas (…) O que mais me chamou à atenção foi a expressão que o senhor Comandante usou: “Antigamente havia 3 tipos de pessoas: os vivos, os mortos e os … marinheiros”. Mas porquê marinheiros? Antigamente não havia meios para comunicar, quando se estava no mar, logo quando partiam nunca se saberia quando voltavam do mar.” – Paulo Vilas Boas – 9ºB.


“O comandante respondeu à Catarina e falou um pouco sobre a pesca do bacalhau. “A outra guerra, porque muitos dos homens que iam para a pesca do bacalhau ia para “fugir” à guerra do ultramar. Falou dos “doris” e da vida a bordo”. – Cláudia Perez, 9ºC

“ Acho que ter a oportunidade de falar com alguém que enfrenta diariamente vida no mar foi uma experiência muito motivante. Despertou a minha curiosidade e fiquei a saber muitas coisas relacionadas com o tema(…) sempre fomos ao longo da história muito ligados ao mar. Povo de grandes descobertas e aventuras. Todas as pessoas deviam pelo menos uma vez experimentar uma viagem ao mar” – Ariana Fernandes – 9ºC

“Era Uma Vez Um Dragão” - Alunos do 2º Ciclo vão ao teatro

Com o objectivo de valorizar a nossa herança literária e cultural e de contribuir para a construção de referências culturais significativas, os alunos de Língua Portuguesa do 2º Ciclo da EB2,3/S de Caminha foram ao Teatro Municipal Sá de Miranda assistir à peça “Era Uma Vez Um Dragão” (texto de António Couto Viana, com dramaturgia literária e cénica de Castro Guedes e encenação de Elisabete Pinto).


“Era Uma Vez Um Dragão”, dirigido especialmente ao público infanto-juvenil, apresenta-se como um espectáculo pleno de imaginação e de magia, durante o qual os jovens espectadores experienciam emoções bem próximas do medo, da cumplicidade, da amizade e da ousadia, sendo lhes simultaneamente proposta uma reflexão sobre o modo como surgem os pavores e os mitos que tantas vezes nos perturbam. Através de um texto rico, escrito em linguagem poética, com rima e ritmo, quatro actores dão vida ao palco e permitem que as crianças tenham um contacto extremamente enriquecedor com o Teatro.


Esta encenação, belíssima homenagem a António Manuel Couto Viana, estreada no dia que seria o 88º aniversário do nascimento do poeta e dramaturgo vianense, que foi ainda o fundador da primeira companhia de teatro para a infância em Portugal, constituiu também a 100ª produção do Centro Dramático de Viana.

Teatro: FELIZMENTE HÁ LUAR


No passado dia 2 de Março, os alunos do 12º ano, das turmas A, B, C e D deslocaram-se a Vila Nova de Gaia para presenciar a representação da peça: Felizmente há Luar de Luís de Sttau Monteiro.
Esta iniciativa foi organizada e levada a cabo pelas docentes da disciplina de Português das turmas D e A: Emília Roda e Maria Cristina Pereira, mas também contaram com o acompanhamento das colegas Luciana Ribeiro e Helena Brás.
O grupo saiu da escola por volta das 8,30h e chegou a Vila Nova de Gaia cerca das 10h. Foram logo encaminhados para a sala de espectáculos para assistir aos dois actos da peça mencionada anteriormente. Foi em silêncio e com grande expectativa que se aguardou pela abertura do palco.
Durante toda a representação os alunos mantiveram-se atentos e concentrados observando tudo o que se passava em cena. Por vezes comoveram-se, havendo mesmo, no final, alguma mostra de revolta solidária com o sofrimento e terror dos mais fracos e oprimidos, situações representadas de forma clara e verosímil pelos actores .
No final todos estavam satisfeitos por ter tido a ocasião de presenciar um espectáculo tão interessante que os despertou para o estudo da obra incentivando-os a conhecerem mais e melhor a nossa História. Durante o trajecto para o almoço, muitos foram os comentários sobre a obra e o desejo de, sempre que for possível, voltar a assistir a representações de outras obras que façam parte do curriculum de estudo, pois a sua abordagem será mais atractiva e a compreensão mais fácil.
O almoço decorreu no Centro Comercial, onde cada um fez a sua opção, aproveitando-se ainda o espaço para apreciar os diferentes locais de acordo com os interesses de cada um. A Chegada à escola ocorreu no horário previsto, sem qualquer contratempo.
A visita foi extremamente produtiva a vários níveis: os alunos saborearam o que presenciaram; consolidaram conhecimentos; conviveram fora do contexto escolar; conheceram outros intervenientes e interagiram com eles, e ficaram sensibilizados e motivados para o estudo da obra em contexto de sala de aula.
As professoras: Emília Roda e Maria Cristina Pereira

Alunos da disciplina de Teatro foram ver “Abre-te Cena”

“Nem sabem onde fui hoje…?! Vá não fiquem assim, eu já conto tudo! Bem hoje fomos ao… Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo. Tivemos o privilégio de ficar a conhecer melhor aquele “mundo”, visitamos todos os “cantinhos”.” (Márcia Martins, 9ºano).
Pois é, 79 alunos em três dias diferentes, ( 25 do 8º ano e 54 dos 9º anos) que frequentam a disciplina de Teatro, foram ver “Abre-te Cena”, pelo Centro Dramático de Viana. Esta actividade estava inserida na programação da disciplina de acordo com seus objectivos. Este projecto só foi possível concretizar, devido ao apoio da Câmara Municipal de Caminha, que disponibilizou o seu autocarro.
Mas o melhor, é ler aquilo que os alunos escreveram sobre esta ida ao teatro.
“'Como é que vai ser? Será que vai ser fixe?' Perguntava eu à Magda e ela a mim. No meio daquela conversa, uma voz masculina, grossa e poderosa quase que berrou, apareceu! Apanhámos um susto valente, pelo menos os distraídos. O espectáculo tinha começado e da melhor maneira. Agora, o coração já batia forte. Fez-se silêncio, as risadas pararam e o homem continuou o seu discurso. Era Sá de Miranda, quer dizer, era a fazer de conta que era Sá de Miranda.” (Adriana Barrocas, 9º ano). “ Mas nesse momento, à nossa frente, surge uma empregada de limpeza bastante metediça e coscuvilheira, que interrompeu várias vezes o senhor Sá de Miranda. Para nos afastar daquela senhora faladora, levou-nos para a sala de espectáculo, a plateia, onde nos falou da caixa de palco e da sua enorme e pesada cortina de metal. Mas mais uma vez foi interrompido, mas agora, pelo fantasma do Sá de Miranda, que desde logo tomou o papel da personagem principal, e foi a vez desta, nos conduzir pelo teatro.” (João Ricardo Gonçalves, 9º Ano). “De repente houve-se uma gargalhadas… era o fantasma do teatro! “Sim porque todos dizem que cada teatro tem um fantasma!” – palavras ditas por ela própria. Quem nos guiou o resto da viagem foi ela. Levou-nos ao salão nobre, onde assistimos a uma pequena cena. Depois sim… fomos aos camarotes! Uau… ! Aqui sim, vimos toda a vista de cima para a plateia e para o palco.” (Márcia Martins, 9º ano). “Mas quando me concentrei verdadeiramente na peça de teatro fui arrastada para aquele mundo perfeito e mágico, onde não recusaria viver por nada do Universo. Para mim, o auge da peça foi quando vi a bailarina a usar o seu vestido cor-de-rosa que parecia estar recheado de estrelas pois brilhava como se toda a luz se estivesse concentrado naquele ponto. E a sua voz tão feminina, que soltava as palavras com uma tristeza inegável, parecia inundar a minha mente, enquanto no meu subconsciente me imaginava na sua pele. Foi impossível não reparar que a actriz que encarnava a personagem de bailarina era a mesma que há poucos minutos se apresentava como uma empregada de limpeza disparatada e muito despachada. Mas neste papel de bailarina, a energia da actriz transformou-se em encanto e paixão: por momentos esqueci-me que estava a olhar para a mesma pessoa que fez de empregada de limpeza!” ( Ana Vasconcelos, 9º ano). (…) depois da empregada bater as pancadinhas de Moliére, a cortina do teatro subiu e assistimos ao “Amor de D. Perlimpimpim com Belisa no seu jardim”. (Rafaela Guerreiro, 9º ano). “ No final, parecia que os papéis estavam invertidos. Nós, os espectadores, estávamos no palco a ver outro mini teatro romântico. Gostei especialmente da luz em forma de coração apontada ao casal que estava a representar.” ( Adriana Barrocas, 9º ano).“Agora sim, posso dizer que o mundo teatral é algo “simples” mas ao mesmo tempo “trabalhoso” e que merece a pena fazer uma destas visitas!” (Márcia Martins, 9º ano). “Os alunos tiveram bom comportamento e acho que estas actividades são benéficas para toda a gente, logo acho que deveriam ser repetidas.” (Miguel Ferraz, 9º ano). “Valeu a pena ter ido ao Teatro naquele dia e para mim algumas partes do espectáculo ficarão para sempre imortalizadas, no interior da minha vasta memória.” (Ana Vasconcelos, 9º ano).

O Professor da Disciplina de Teatro

ALUNOS DO 9º ANO DE TEATRO FORAM ASSISTIR AO ESPECTÁCULO DE MARIONETAS “ MISÉRIA”.



“… Maravilhoso foi ouvi-lo… Mas ainda mais maravilhoso e brilhante foi vê-lo actuar no teatro de marionetas à noite, no Sá de Miranda.(…) Bem, não há palavras mesmo para explicar o tão lindo que foi, eu por momentos fiquei “colada” à história que fiquei mesmo sem reacção. No final, nem sabia que fazer, mas aplaudi, aplaudi muito…” (Maria João, 9ºD).
A disciplina de Teatro e nomeadamente ao nível do 9º ano de escolaridade, pretende e sempre que possível, possibilitar aos alunos, apreciações de formas performativas diversas, para que possam desenvolver análises e juízos críticos dessas produções artísticas.
Contando com a colaboração da Câmara Municipal de Caminha, que cedeu o seu autocarro, foi possível levar no dia 21 de Novembro, pelas 21.00 horas, 29 alunos e duas Encarregadas de Educação, a ver a peça de Teatro de Marionetas “Miséria”, pelo Teatro de Marionetas do Porto e mais concretamente o actor João Paulo Seara Cardoso, no Teatro Sá de Miranda. Este evento estava inserido no Festival “Festafife”, e por isso, antes de entrar na sala, todos puderam assistir a um espectáculo de animação de rua, com um actor brasileiro, que dançava maravilhosamente com a sua “boneca”.
O espectáculo “Miséria” é baseado num conto popular. Um pobre ferreiro engana a Morte e é assim condenado à eternidade. “Falou então a Morte do alto da nogueira e fez com o velhinho um contrato: poupar-lhe a vida enquanto o mundo fosse mundo. O velhinho consentiu e a Morte desceu. Por isso, enquanto o mundo for mundo a Miséria existirá sobre a Terra”.
“Depois daquele doce de espectáculo de final de semana ainda tivemos o direito de subir ao palco. Que emoção estar ali diante aquele edifício. Todos os truques dos bastidores, as pequenas peças e marionetas do “Miséria”, ali debaixo dos meus olhos. Apetecia tocar e brincar com eles, eu própria recriar a história! Deveria ser uma sensação fantástica. Mais, a Gisela sugeriu irmos aos camarins. Assim fomos aborrecer mais uma vez o João Paulo… “Somos fãs”! Ele gostou de nos ver, acho que ficou surpreendido por nos despertar assim o gosto pelas suas marionetas facilmente.” (Marta Silveira, 9ºD).
Não existem palavras, para descrever esta “aventura”. Só quem presenciou o brilho nos olhos dos alunos, pelas diversas vivências que tiveram durante este dia, pode entender a importância deste tipo de iniciativas.

JOÃO PAULO SEARA CARDOSO ESTEVE NA ESCOLA EB 2, 3/S DE CAMINHA

“Para uma formação e aprendizagem diversificada, o professor da disciplina teve a amabilidade e o bom-senso de convidar João Paulo Seara Cardoso a visitar a nossa escola. Como poucas outras, beneficiamos de fantásticas instalações para palestras e apresentações, no auditório da jovem biblioteca. (…) É necessário compreender a carreira do convidado e quais as suas dimensões, para conciliar uma boa palestra e uma boa plateia de espectadores” (Marta Silveira, 9ºD).
Inserido no projecto pedagógico “À Conversa com…” da disciplina de Teatro e aproveitando a vinda do Teatro de Marionetas do Porto a Viana do Castelo, foi possível convidar João Paulo Seara Cardoso, para conversar com os alunos do 9º ano de Teatro e com mais três turmas do 8º ano. Assim, no dia 21 de Novembro, e durante hora e meia, perante uma plateia de 96 alunos, foi possível ouvir alguém que “afirma que a marioneta é um duplo do homem, é uma obra de arte, uma escultura.”
Muitas páginas seriam precisas para falar deste artista, “ (…) Porque para além do Teatro, da escrita e de muitas outras áreas, este homem dos sete ofícios dedicou-se com afinco às marionetas, talvez por ser a área que mais o seduziu, ou então que mais lhe dava prazer.” (Marta Silveira, 9ºD), “(…) Ele esclareceu-nos muitas dúvidas que assolavam o nosso pensamento, como o interesse pelas marionetas, as peças realizadas, as séries televisivas em que participou, as tarefas realizadas pelos bonecreiros… “ (Maria Manuel, 9ºD)
“ Quem me dera ter lido “Dá-me um tesouro” (livro escrito pelo João Cardoso) antes de fazer a biografia deste homem. É tão sensível a sua escrita, mas tão rico, completo e adulta que me enterneceu. Quem me dera ter adormecido a ouvir na voz de João Paulo estas histórias quando era criança. Têm uma magia, uma cumplicidade com o leitor cativante. Não conhecia a sua obra literária e descobri mais uma das grandes facetas deste homem. Compreendi melhor o seu percurso de vida depois de ler as suas informações no final do livro, e afirmo, também gostaria de ter sido uma aprendiza de bonecreiro. E preciso ter uma sensibilidade imensamente criativa para fazer o que ele fez…” (Marta Silveira 9ºD)
Com a colaboração da Livraria Bertrand de Viana do Castelo, colocaram-se alguns livros do escritor à venda, resultando numa animação acrescida a esta iniciativa, até porque todos os que adquiriram livros aproveitaram a presença do autor para autografar os mesmos.
Neste “À Conversa com…” esteve também presente o Sr. Vereador do Pelouro da Educação da Câmara Municipal de Caminha.
Falar de João Paulo Seara Cardoso é falar do melhor actor no campo do teatro de formas animadas deste País. O seu trabalho é enorme, contando com um sem número de experiências que vão desde a escrita, à televisão, ao ensino, à direcção de uma companhia de teatro de marionetas e muitas outras áreas.

ALUNOS FORAM AO TEATRO

A Educação Artística é uma componente curricular de todos os níveis e ciclos de ensino. O Teatro, enquanto disciplina artística, procura abordar a criatividade, mas também criar públicos, atentos e críticos. É importante que os alunos entendam que não existe Teatro sem o público, sendo importante que esse público tenha “arte” na observação do que vê e que entre no jogo do actor.
Possibilitar aos alunos o direito de conhecer várias manifestações culturais e artísticas é proporcionar um crescimento pedagógico e intelectual e um factor integrador de diferentes saberes.
A disciplina de Teatro, dentro do seu projecto “Vamos ao Teatro…”, possibilitou a ida das turmas “C” e “D” do 7º ano e 9º “A” e “D” e mais os alunos, Ana Lúcia (9ºB) e Carlos Araújo (7ºB) de Currículo Especifico Individual, assistir à peça “A Anja Azul” pelo Centro Dramático de Viana. Repartidos por três dias (12, 17 e 19 de Novembro, de acordo com a disponibilidade do autocarro da Câmara Municipal de Caminha), 88 alunos e 5 professores puderam assistir a um trabalho, com uma componente visual forte, em que os cenários e o desenho de luz se “casavam” harmoniosamente e onde “o maravilhoso e o fantástico contado às crianças a partir de um céu de praia e de um homem que era conhecido pelo fazedor de lágrimas (…)”
“…Fiquei surpreendida quando entrei na tribuna, maravilhada. (…) Quando a Anja falou pela primeira vez entonteceu-me, era fantástica aquela dicção e intensidade da fala… (Marta Silveira, 9ºD); “Quando comecei a ver, parecia-me uma história com um fim brilhante, tendo tudo se baseado no lado mais luminosos da vida: o sonho. Existiram momentos de serenidade e beleza. Apreciei e reflecti sobre algumas cenas representadas…” (Maria João, 9ºD). “Uma peça encantadora para adultos e crianças, médicos e varredores, pobres e senhores, simplesmente fascinantes.” (Madalena Almeida, 9ºA).
Em duas ocasiões, os alunos ouviram a encenadora Elisabete Pinto explicar como construiu o trabalho. Para além deste aspecto, os alunos puderam realizar uma visita técnica ao palco, sub-palco e bastidores, contanto com a colaboração do Director Técnico, Rui Gonçalves (que também desenhou a luz da Anja Azul), que desde a primeira hora se disponibilizou para realizar conversas com os alunos e explicar como funciona o edifício. “(…) Subir ao palco foi muito bom, parecíamos actores e parecia que estávamos a pisar outro chão.” (Jeremy Curto, 7ºD); “(…) Eu nunca tinha estado em cima de um palco e isso foi muito interessante.” (Catarina Branco, 7ºD); “Subimos ao palco e podemos observar as pernas a subir, a teia lá em cima e também ver o cenário por detrás e como estava organizado” (António Mendonça, 7ºC).
São opiniões como estas que servem para justificar tais propostas e perceber o quanto é importante para a Escola desenvolver estratégias culturais e artísticas.
O nosso agradecimento ao Vereador do Pelouro da Educação da Câmara Municipal de Caminha, pela cedência do transporte.
Prof. Fernando Borlido