1ª fase do campeonato distrital de xadrez

O polivalente da EB 2,3/S de Caminha recebeu, no passado dia 8 de fevereiro de 2012, 52 alunos que aceitaram o desafio de disputar oito partidas de xadrez inseridas na primeira jornada do campeonato distrital desta modalidade. Os alunos pertenciam não só ao Agrupamento de Escolas Coura e Minho, mas também à EB2,3/S Pintor José de Brito de Santa Marta, EB2,3/S de Arcos de Valdevez e a EB2,3/S de Paredes de Coura. 
Esta iniciativa, dinamizada pelo clube de xadrez do Agrupamento de Escolas Coura e Minho, sob coordenação do professor Arsénio Calheiros, contou também com o trabalho voluntário dos antigos alunos Ana Margarida Rodrigues e Cristiano Barbosa, que orientaram os alunos da EB1 de Caminha de uma forma irrepreensível, possibilitando uma preparação exemplar destas crianças que obtiveram excelentes resultados.

A prática de xadrez encontra-se já enraizada neste agrupamento de escolas que continua a trabalhar com o objetivo de criar hábitos de vida saudáveis, desenvolver a capacidade de concentração e contribuir para melhorar a auto-estima. O ensino e aprendizagem do xadrez em contexto escolar permite valorizar o raciocínio e desenvolver capacidades de observação, reflexão e de decisão.

A PESCA DO MEIXÃO-Entrevista a António Barbosa, pescador profissional

Rita – O que é o meixão?
Sr. António – O meixão é uma larva, ou seja, o bebé da enguia.
Rita – Qual a época em que é permitida a pesca do meixão?
Sr.António – No meu tempo, era a partir de outubro e prolongava-se até abril, mas acho que agora é de dezembro até fevereiro…
Rita – Quanto tempo dura essa época?
Sr. António – Como eu disse, dura 3 meses.
Rita – Porque é que a época dura só 3 meses?
Sr. António – Porque no resto do ano não há meixão.
Rita– Qual a melhor altura do dia para o pescar?
Sr. António – É conforme as marés, mas calha sempre à noite…
Rita– Que tipo de redes se usam na pesca do meixão?
Sr. António- Uma rede chamada tela que foi especialmente criada para a pesca do meixão.
Rita – Com que barco se pode pescar o meixão?
Sr. António – Com qualquer um, desde que seja artesanal.
Rita – Quantos pescadores podem ir no mesmo barco?
Sr. António – Bem, até aos 65 anos pode andar só um pescador a bordo, mas a partir dessa idade já é obrigatório irem 2 (ou mais).
Rita – É preciso licença para pescar o meixão?
Sr. António – Sim, é…
Rita – E onde é que se pode tirar essa licença?
Sr. António – Na capitania do porto de Caminha.
Rita – Em que rio(s) se pesca o meixão?
Sr. António – O rio Minho é o único rio do país onde há meixão.
Rita – Quanto custa, mais ou menos, o meixão?
Sr. António – Depende, se a procura for muito grande pode chegar aos 600 euros o quilo, mas se for pequena, chega aos 300 euros (no mínimo).
Rita – O meixão é muito consumido cá em Portugal?
Sr. António – Em Portugal não, mas em Espanha sim, até porque é vendido para lá.
Rita – E chegamos à nossa ultima pergunta… Que desequilíbrios pode causar a sua pesca?
Sr. António – Ao apanhar o meixão vêm outras espécies agarradas às redes, o que faz com que morram. Essas espécies podem chegar a ser milhares e milhares, a morrer na época de pesca do meixão…
Rita – Bem, muito obrigada e até uma próxima vez.
António – Obrigada eu. Esperemos que essa vez seja em breve!

Entrevistadores - Frederico, Rita e Vitor - 6ºA

La Chandeleur à l’école

No passado dia 8 de fevereiro, os crepes voltaram a deliciar a nossa Comunidade Escolar. Para celebrar a “Chandeleur”, o grupo disciplinar de Francês arregaçou as mangas, pôs os aventais, montou a banca e confecionou, ao longo da manhã, crepes para todos os gostos e apetites.
Um ano mais, desta forma, se partilhou uma especialidade gastronómica francesa com os alunos desta língua e toda a comunidade em geral que, como vem sendo hábito, de forma entusiasta, rapidamente esgotaram a matéria prima disponível.
Fica, desde já, a promessa de repetir a iniciativa brevemente!

Conto Adaptado

Após a leitura da obra "Histórias em verso para meninos perversos" de Roald Dahl, os alunos do 7ºano, sob orientação da professora Cristina Pereira, ganharam ânimo para escreverem também eles os seus contos. Aqui vos deixamos um conto divertidíssimo da "Bela Adormecida".

“Gira Pró Inferno”

No passado dia 13 de Janeiro, setenta e cinco alunos da Escola EB 2,3/S de Caminha, acompanhados pelos professores Maria Helena Brás, Luciana Ribeiro, Cristina Viana e Fernando Borlido, dirigiram-se ao Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo.  O objetivo desta saída foi assistir à representação “Gira Pró Inferno”, uma adaptação de Castro Guedes da obra de Gil Vicente “Auto da Barca do Inferno”, resultando daí uma divertida peça que nos mostra a actualidade da crítica vicentina.

Os atores deram vida não só às personagens de Gil Vicente, como também a figuras contemporâneas. E, à semelhança do público quinhentista, estes alunos assistiram à eterna luta entre o Bem e o Mal, tendo ficado uma mensagem de esperança nos valores, nas mentalidades e nas atitudes, que poderão tornar o mundo melhor.

“Esta visita foi muito importante, porque ver teatro é uma maneira diferente de aprender e aplicar os conhecimentos das aulas de Português e de Teatro. É transmitida uma mensagem, ao mesmo tempo que nos divertimos.” (Ariana Fernandes, 9ºC)

“Na minha opinião, a cena que mais contagiou o público foi a cena do Homem TV e a sua respetiva Assistente, talvez pelo modo de interacção com a plateia, o vestuário e a respectiva crítica dirigida.” (Ana Rita Pereira, 9ºD)

“Outra coisa de que gostei muito foi da forma como estavam representadas ambas as barcas: a do Diabo com rochas e pedras, que representavam a morte, e a do Anjo com peixes, como se de um aquário se tratasse, representando a vida.” (Clara Bento, 9ºD)

“Sem dúvida uma excelente adaptação que até permite transposições de comparação para os dias de hoje, porque é de sempre, de todos os tempos e, ao mesmo tempo bem português e bem atual” (Joana Alves, 9ºD)

“Continuam a existir muitos problemas no homem, como a falta de princípios. Conclui-se, então, que a sociedade, depois de quatrocentos anos, não evoluiu assim tanto…” (Ariana Fernandes, 9ºC)

Alunos do 5º ano realizam Coastwatch Europe da praia de Moledo até à Foz Rio Minho

Os alunos do 5ºano da EB2,3/S de Caminha realizaram, no dia 8 de fevereiro de 2012, de manhã aproveitando a maré vaza, Coastwatch, na costa do rio Minho desde a foz até ao mar (em Moledo), com o intuito de observarem o situação da costa e de fazerem um estudo sobre a quantidade e a tipologia de lixo que havia. Fizeram ainda colheitas de água para posterior análise, de forma a identificarem alguma poluição.

Esta atividade foi dinamizada pelas professoras de ciências da natureza e organizada pelo grupo eco-escolas, com o propósito de estudar a nossa costa e de sensibilizar para os cuidados a ter na preservação do meio ambiente. Foi também uma estratégia para se consolidarem alguns conteúdos desta disciplina, para promover o espírito crítico e formar alunos conscientes da sua cidadania.

Foi uma visita de estudo que permitiu um bom convívio e aprofundar os conhecimentos de todos os elementos participantes.

Parlamento dos Jovens do Ensino Básico e Secundário

Redes Sociais: participação, cidadania e combate à discriminação

No dia 16 de janeiro realizou-se, na EB2,3/S de Caminha, o debate no âmbito do Parlamento dos Jovens Básico subordinado ao tema “Redes sociais: combate à discriminação”. Este debate que reuniu os alunos candidatos a deputados do 9ºB, 8ºB e C, 7ºA e 5ºD contou com a presença da professora Maria Esteves, Diretora do Agrupamento de Escolas Coura e Minho, da professora Eduarda Pereira de Castro, organizadora do evento e do deputado Eduardo Teixeira, representante da Assembleia da República. 


O deputado Eduardo Teixeira apresentou uma comunicação que permitiu ilustrar as muitas explicações que deu aos alunos sobre a dinâmica da Assembleia da República e o papel deste órgão de soberania na vida democrática do nosso país. Posteriormente, disponibilizou-se para responder às questões que os jovens haviam preparado. A empatia com o deputado Eduardo Teixeira foi tal que os alunos envolveram-se num diálogo sério e produtivo e manifestaram também as suas preocupações relativamente à crise económica que o país atravessa, formulando perguntas que denotavam uma forte consciência política e social.


A sessão de sensibilização e informação para os alunos dos 10º e 11º anos, para discussão no âmbito do concurso Parlamento dos Jovens – Secundário, realizara-se já no final do mês passado, tendo sido convidado para a sessão o deputado caminhense Jorge Fão que, uma vez mais, mostrou grande disponibilidade, quer para explicar a importância e o funcionamento da Assembleia da República, quer para responder às perguntas relacionadas com o tema de discussão proposto para este ano e muito do agrado dos alunos.




Foi com grande satisfação que o deputado Jorge Fão registou questões interessantes e atuais e tentou responder com verdade e atualidade, sobretudo porque estava em presença de um público que ele próprio entendeu como ser um grupo populacional (jovens) que cada vez mais está permeável a todas as problemáticas relacionadas com as redes sociais.